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contas zanon cmsCom decisão, ex-prefeito poderá ficar inelegível por oito anos.

 As contas do município de 2016, sob responsabilidade do ex-prefeito de Sapucaia, Anderson Zanon (PSD), já reprovadas pelo TCE – RJ, foram julgadas nesta segunda-feira (26/02) pela Câmara de Sapucaia e por unanimidade dos presentes foi reprovada.

As irregularidades apontadas pela Conselheira do TCE/RJ, Mariana Montebello Willeman, relatora do processo na Corte de Contas, serviram como base para decisão final dos vereadores sapucaienses presentes, que votaram pela desaprovação das contas 2016, acompanhando o parecer do relator da Comissão de Finanças e Orçamento Vereador Maicon Paschoal (PSC). Apenas o vereador Gleiderson Correa (PTB) não votou por não comparecer à sessão.

“(…) Eu quero parabenizar a comissão de finanças e orçamento desta casa que acompanhou o parecer do Tribunal de Contas, porque esta casa aqui é soberana e tem mais peso do que o próprio TCE”. – disse o Vereador Nêga (PP).

O vereador Sérgio Jardim (PTB) disse em sua fala que já se tornou tradição na Câmara de Sapucaia os vereadores acompanharem o parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e desta forma seguindo a tradição, e também os pareceres da Comissão de Finanças e Orçamento e do TCE, votaria pela rejeição das contas de Zanon.

“(…) Eu antecipadamente voto com o parecer da comissão e com o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro – TCE”. – disse Jardim.

A vereadora Marcella Raposo (PP), que foi líder do governo de Zanon, também votou pela desaprovação das contas acompanhando o parecer prévio do TCE seguindo a tradição do parlamento sapucaiense.

“(…) Tenho minha posição favorável ao parecer do tribunal que é reprovando as contas. Como votei todas as outras contas de acordo com o parecer do tribunal permaneço nessa posição”. –  ressaltou a vereadora Marcella Raposo (PP).

Além de deixar um déficit financeiro de R$ 8.326.012,41 ao término do mandato, Zanon não deixou fundos suficientes para cobrir a abertura de créditos adicionais, assumiu obrigação de despesa nos dois últimos quadrimestres do mandato sem que a mesma pudesse ser paga dentro do período, não observou regras federais na gestão do regime próprio de previdência social e ainda deixou um “presente de grego” para atual administração que terá que ressarcir R$ 461.739,37 à conta do FUNDEB, por má utilização dos recursos geridos pelo ex-prefeito.